A Pastoral Blessing (with a Wink and a Nod)
Given in the Spirit of Grace, Governance, and the Gentle Art of Not Throwing Stones
May the Lord, who keeps meticulous records, look upon your
paperwork and find it mostly in order. May your covenants with the
government be as ironclad as His covenant with you—though we all know who
actually keeps Their promises. Blessed are you who dot every 'i' and cross
every 't,' for you shall inherit the tax deduction.
For it is written in the book of the law that the Ammonites
and Moabites were forbidden from entering the assembly of God, "even to
the tenth generation" (Nehemiah 13:2). But oh, how we love a
good loophole! For we are not saved by genealogy, nor by census data, nor by
the cleanliness of our attendance rolls. We are saved by the One who was made "a
curse for us" (Galatians 3:13)—and if He can turn a curse into
a blessing, surely He can turn your annual audit into a mere suggestion.
This is the gentle irony of our faith: that the King of
Kings became a Guest of Sinners. And speaking of guests, let us recall Last
Sunday’s sermon on the wee little man in the sycamore tree (Luke 19:1-10).
Zacchaeus, that vertically challenged collector of imperial coin, who was more
acquainted with interest rates than with righteousness. Jesus looked up and
said, "Zacchaeus, come down immediately. I must stay at your house
today." Not, "Clean your house first." Not, "Get your
receipts in order." Not, "Submit to a background check." But
simply, "I'm coming to dinner."
And so, dear church, in a world that demands we earn our
keep and prove our worth, may you find the holy audacity to come down from your
lofty perches of self-justification. May you be as swift to pay back fourfold
as Zacchaeus was—but only when the Spirit nudges, not when the IRS demands.
May the church organization that keeps all its obligations
remember that its first obligation is not to Caesar, but to the One who ate
with outcasts. May we be loving and gentle, not because we are naturally so,
but because we have been hosted by a Grace that stays for dinner—and never
leaves.
So go forth, gentle souls. Pay your taxes, but trust in the
Treasury of Heaven. Keep your records, but know you are written in the Lamb's
Book of Life—no photocopies required. And when the government asks for your
pound of flesh, smile sweetly and remember: He already paid the ultimate price.
And for heaven's sake, if Jesus invites Himself to your
house today, don't ask Him for His ID. Just set an extra plate.
In the name of the Father, who keeps the books; the Son,
who paid the balance; and the Holy Spirit, who audits our hearts with
terrifying mercy.
Amen. (And may your coffee hour be longer than your
committee meeting.)
Uma Bênção Pastoral (com uma piscadela e um Aceno)
Dada no
Espírito da Graça, da Governança e da Gentil Arte de Não Atirar Pedras
Amados do
Altíssimo, vós que vos sentais nos bancos da igreja e preencheis formulários em
três vias,
Que o
Senhor, que mantém registros meticulosos, olhe para vossa papelada e a encontre
razoavelmente em ordem. Que vossos convênios com o governo sejam tão
sólidos quanto o convênio Dele convosco — embora todos nós saibamos quem
realmente cumpre Suas promessas. Bem-aventurados sois vós que colocais cada
ponto nos 'is' e cada traço nos 'tis', porque herdareis a dedução fiscal.
Porque está
escrito na lei que os amonitas e os moabitas foram proibidos de entrar na
assembleia de Deus, "até a décima geração" (Neemias 13:2).
Mas oh, como amamos uma boa brecha! Pois não somos salvos pela genealogia, nem
pelos dados do censo, nem pela limpeza das nossas listas de frequência. Somos
salvos por Aquele que se fez "maldição por nós" (Gálatas
3:13) — e se Ele pode transformar maldição em bênção, certamente pode
transformar vossa auditoria anual em mera sugestão.
Eis a doce
ironia da nossa fé: que o Rei dos Reis se tornou Hóspede dos Pecadores. E
falando em hóspedes, recordemos o sermão de domingo passado sobre o homenzinho
na figueira-brava (Lucas 19.1-10). Zaqueu, aquele publicano de estatura
reduzida e colecionador de moedas imperiais, mais familiarizado com taxas de
juros do que com justiça. Jesus levantou os olhos e disse: "Zaqueu,
desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa." Não:
"Limpa tua casa primeiro." Não: "Coloca teus recibos em
ordem." Não: "Submete-te a uma verificação de antecedentes." Mas
simplesmente: "Eu vou jantar aí."
E assim,
querida igreja, num mundo que exige que mereçamos nosso lugar e provemos nosso
valor, que tenhais a santa audácia de descer de vossos altos poleiros de
autojustificação. Que sejais tão rápidos em restituir quatro vezes mais quanto
Zaqueu foi — mas somente quando o Espírito soprar, não quando a Receita Federal
exigir.
Que a
organização eclesiástica que cumpre todas as suas obrigações se lembre de que
sua primeira obrigação não é com César, mas com Aquele que comeu com excluídos.
Que sejamos amorosos e gentis, não porque sejamos naturalmente assim, mas
porque fomos hospedados por uma Graça que fica para o jantar — e nunca vai
embora.
Portanto,
ide em frente, almas gentis. Pagai vossos impostos, mas confiai no Tesouro do
Céu. Guardai vossos registros, mas sabei que estais escritos no Livro da Vida
do Cordeiro — sem necessidade de cópias autenticadas. E quando o governo pedir
vossa carne e sangue, sorri docemente e lembrai: Ele já pagou o preço final.
E, pelo
amor de Deus, se Jesus se convidar para vossa casa hoje, não peçais a
identidade Dele. Apenas ponham um prato extra.
Em nome
do Pai, que mantém os livros; do Filho, que quitou a dívida; e do Espírito
Santo, que audita nossos corações com misericórdia aterrorizante.
Amém. (E que vosso café comunitário dure
mais que a reunião da comissão.)