Friday, September 25, 2026

Spring night blessing - in English and Portuguese

 A Night Blessing for a Shiny Spring Day

Based on Psalm 144:15; Romans 10:12; 2 Timothy 1:7–10

As this shiny spring day folds its wings and the evening smells like new leaves and rain, may the Lord bless you and keep you.

Blessed are the people whose God is the LORD. So rest, dear one—you belong to that happy people. The same Lord is Lord of all and richly blesses all who call on Him. He does not check your accent, your resume, or your pollen count. He simply says, “Call on Me.” So call. He is rich in mercy and never stingy with grace.

Remember last Sunday: God has not given us a spirit of fear, but of power and of love and of a sound mind. So tonight, let fear go to bed without you. Let it toss and turn somewhere else. You have a spirit of power—not to bully anyone, but to trust; of love—not to earn, but to give; of a sound mind—not to know everything, but to know the One who does.

Spring is preaching it: the buds didn’t panic, the birds didn’t file paperwork, the lilacs just bloomed because God is kind. He saved us and called us with a holy calling, not because of our works, but according to His own purpose and grace. Christ Jesus abolished death and brought life and immortality to light through the gospel. If death is defeated, your Tuesday worries certainly don’t get the final word.

So sleep in peace. May your dreams be gentle, your rest be deep, and your allergies be mild. May the Lord who dresses the lilies and feeds the sparrows tuck you in with love, humor, and hope. And if you wake in the night, may you remember: not fear—power, love, and a sound mind. And may the God of all grace give you a shiny new morning.

Good night, beloved. Blessed are the people whose God is the LORD. Amen.                                                                                                                                       

Uma Bênção Noturna para um Dia de Primavera Radiante



Baseada em Salmo 144:15; Romanos 10:12; 2 Timóteo 1:7–10

Enquanto este dia de primavera radiante recolhe as asas e a noite cheira a folhas novas e chuva, que o Senhor abençoe e guarde você.

Bem-aventurado o povo cujo Deus é o SENHOR. Então descanse, querido(a) — você pertence a esse povo feliz. O mesmo Senhor é Senhor de todos e abençoa ricamente todos os que o invocam. Ele não verifica seu sotaque, seu currículo, nem sua contagem de pólen. Ele simplesmente diz: “Invoque-me.” Então invoque. Ele é rico em misericórdia e nunca mesquinho com a graça.

Lembre-se do último domingo: Deus não nos deu um espírito de medo, mas de poder, de amor e de mente sã. Então, esta noite, deixe o medo ir para a cama sem você. Deixe-o se revirar em outro lugar. Você tem um espírito de poder — não para intimidar ninguém, mas para confiar; de amor — não para merecer, mas para dar; de mente sã — não para saber tudo, mas para conhecer Aquele que sabe.

A primavera está pregando isso: os brotos não entraram em pânico, os pássaros não preencheram formulários, os lilases simplesmente floresceram porque Deus é bondoso. Ele nos salvou e nos chamou com uma santa vocação, não por causa das nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça. Cristo Jesus aboliu a morte e trouxe à luz a vida e a imortalidade por meio do evangelho. Se a morte está derrotada, suas preocupações de terça-feira certamente não terão a palavra final.

Então durma em paz. Que seus sonhos sejam gentis, seu descanso seja profundo e suas alergias sejam leves. Que o Senhor, que veste os lírios e alimenta os pardais, aconchegue você com amor, bom humor e esperança. E se você acordar no meio da noite, que se lembre: não o medo — mas o poder, o amor e a mente sã. E que o Deus de toda graça dê a você uma manhã nova e radiante.

Boa noite, amado(a). Bem-aventurado o povo cujo Deus é o SENHOR. Amém.

 


 

Thursday, September 24, 2026

Quando a fé se ajoelha diante do poder

Uma crítica luterana à reação de setores evangélicos ao documento da CNBB para as eleições de 2026

Por Armin Andreas Hollas, pastor luterano 


Há algo profundamente preocupante quando um documento religioso que pede honestidade, combate à corrupção, cuidado com os pobres e responsabilidade pública é recebido por setores evangélicos como uma ameaça ideológica. Não porque a Igreja esteja acima de qualquer crítica, mas porque deveríamos perguntar, antes de acusar: o que, exatamente, há de contrário ao Evangelho em exigir justiça, integridade e respeito à dignidade humana?

A reação de setores da direita evangélica brasileira ao documento da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para as eleições de 2026 merece mais do que uma disputa de rótulos partidários. Ela nos obriga a enfrentar uma questão teológica incômoda: o que acontece quando a fidelidade a um projeto político começa a falar mais alto do que a fidelidade à própria Escritura?

Escrevo como pastor luterano. Minha tradição não me autoriza a transformar o púlpito em palanque, mas tampouco me permite usar a neutralidade religiosa como desculpa para o silêncio diante de questões que dizem respeito à justiça, à dignidade humana e ao cuidado com o próximo.

A política não é o Evangelho. Mas as pessoas que sofrem as consequências das decisões políticas são o nosso próximo.

E isso deveria bastar para que a Igreja se recusasse a permanecer indiferente.

O escândalo de pedir justiça

A Nota dos Bispos do Regional Centro-Oeste da CNBB para as Eleições Gerais de 2026 começa com uma passagem de Romanos 12,2: “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da mente”.

O documento afirma que a Igreja não se identifica com partidos nem se vincula a projetos de poder. Sua missão, segundo o próprio texto, é anunciar Jesus Cristo e formar a consciência dos fiéis.

Em seguida, apresenta critérios para o discernimento eleitoral: atenção aos pobres e esquecidos, compromisso com a integridade dos candidatos, combate à corrupção e às notícias falsas, propostas consistentes para saúde, educação, segurança, trabalho e renda, proteção da vida humana e cuidado com a criação.

Diante disso, alguns setores evangélicos reagiram acusando a Igreja Católica de favorecer a esquerda e fazer campanha para Lula.

Mas a pergunta permanece: desde quando cuidar dos pobres se tornou propriedade ideológica de um partido? Desde quando combater a corrupção passou a ser uma pauta suspeita? E em que momento a preocupação com o meio ambiente se tornou incompatível com a fé cristã?

É perfeitamente legítimo discutir propostas, questionar políticas públicas e discordar de determinadas posições da CNBB. Nenhuma instituição religiosa está dispensada da crítica.

O que não se sustenta é a ideia de que mencionar os pobres, exigir honestidade ou denunciar a manipulação religiosa seja, por si só, uma declaração de apoio a um partido.

Quando a simples defesa da justiça é interpretada como provocação ideológica, talvez seja necessário examinar não apenas o documento, mas também a maneira como estamos acostumados a ler o mundo.

Se a preocupação com os pobres parece uma ameaça política, o problema pode estar menos nos pobres do que na teologia que deixou de reconhecê-los como próximo.

Lutero não autorizou a sacralização da política 


A tradição luterana oferece instrumentos importantes para compreender esse conflito.

Lutero distinguiu os dois modos pelos quais Deus governa o mundo: o Reino da Graça, no qual atua por meio da Palavra e do Evangelho, e o Reino do Mundo, no qual atua por meio das autoridades civis, da lei e dos instrumentos necessários à preservação da justiça e da ordem.

Essa distinção não significa que os cristãos devam abandonar a política. A Confissão de Augsburgo, em seu Artigo XVI, reconhece a legitimidade das autoridades civis e afirma que os cristãos podem ocupar cargos públicos e exercer responsabilidades políticas.

Portanto, não há contradição necessária entre ser cristão e participar da vida pública.

A contradição aparece quando a política deixa de ser entendida como vocação humana e passa a reivindicar uma espécie de legitimidade divina incontestável.

Um político cristão pode defender suas convicções religiosas. Pode participar de um partido, apresentar propostas e disputar eleições. Mas não pode transformar sua fé em certificado de infalibilidade.

Um partido não é uma igreja. Um presidente não é um messias. Uma eleição não é a consumação do Reino de Deus.

A política pertence ao campo das decisões humanas, e decisões humanas precisam ser examinadas, questionadas e corrigidas.

Quando uma liderança religiosa apresenta determinado projeto político como se ele representasse necessariamente a vontade de Deus, a distinção luterana entre os dois reinos começa a desaparecer.

E, quando isso acontece, a religião corre o risco de deixar de ser uma voz crítica diante do poder para se tornar uma de suas ferramentas de legitimação.

A Bíblia não é um departamento de propaganda

Há outra distinção que a teologia luterana considera essencial: Lei e Evangelho.

A Lei denuncia o pecado, confronta a injustiça e revela aquilo que Deus exige de nós. O Evangelho anuncia o perdão, a graça e a reconciliação que recebemos em Cristo.

Essa distinção nos impede de reduzir a fé a um conjunto de exigências morais ou a um instrumento para justificar nossas próprias convicções.

Entretanto, quando a Bíblia é lida exclusivamente a partir de preferências políticas previamente estabelecidas, ela corre o risco de perder sua capacidade de nos confrontar.

Passamos a selecionar os textos que confirmam nossas posições e a relativizar aqueles que as colocam em questão.

A corrupção do adversário se torna imperdoável; a do aliado, uma questão secundária. A pobreza é denunciada quando serve ao discurso político, mas pode ser esquecida quando exige mudanças concretas. A defesa da vida é proclamada com vigor em determinadas circunstâncias, enquanto outras formas de sofrimento humano recebem atenção muito menor.

Essa seletividade não é um problema exclusivo da direita, nem está limitada a uma única tradição religiosa. Qualquer grupo político ou religioso pode cair nessa armadilha.

Mas é precisamente por isso que precisamos perguntar: estamos permitindo que a Escritura julgue nossas escolhas ou estamos usando a Escritura para proteger nossas escolhas de qualquer julgamento?

A Bíblia não foi dada à Igreja para funcionar como departamento de propaganda de partido algum.

Ela não existe para abençoar automaticamente nossas preferências. Existe também para nos chamar ao arrependimento.

O Cristo crucificado não é um símbolo de vitória eleitoral

A distinção entre teologia da cruz e teologia da glória ocupa um lugar central no pensamento de Lutero.

A teologia da glória procura Deus nas manifestações de poder, sucesso, prestígio e vitória. A teologia da cruz, por sua vez, nos conduz ao lugar em que Deus se revela de maneira surpreendente: na fraqueza e no sofrimento de Cristo crucificado.

Essa diferença deveria transformar profundamente nossa relação com a política.

Uma vitória eleitoral não é prova de aprovação divina. O sucesso de um movimento político não significa que Deus tenha assumido suas bandeiras. A derrota de um candidato tampouco significa que Deus tenha abandonado seus eleitores.

A cruz nos impede de confundir o poder humano com a glória de Deus.

E nos impede, sobretudo, de procurar Cristo apenas entre os vencedores.

O Jesus dos Evangelhos se aproxima dos pobres, dos doentes, dos marginalizados e daqueles que não encontram lugar nas estruturas de prestígio de seu tempo. Ele confronta a hipocrisia religiosa e questiona a maneira como o poder é exercido.

Não podemos transformar esse Jesus em um simples porta-voz de nossas preferências políticas.

Um Cristo moldado à imagem de nossos aliados deixa de nos confrontar. Torna-se um espelho conveniente de nossas próprias convicções.

Mas o Cristo crucificado não existe para confirmar nossos projetos de poder.

Ele nos chama a segui-lo.

E seguir Jesus significa, entre outras coisas, aprender a reconhecer o próximo onde nossa ideologia talvez preferisse não olhar.

A vocação política não é uma missão messiânica

A teologia luterana da vocação reconhece que o serviço ao próximo pode acontecer em diferentes ocupações e responsabilidades. Isso inclui a atividade política.

Governar, legislar, administrar recursos públicos e promover a justiça são tarefas importantes. Quando exercidas com responsabilidade, podem contribuir para o bem comum.

Mas a vocação política não transforma ninguém em salvador da nação.

O político cristão não recebe autorização para falar em nome de Deus em todas as suas decisões. Continua sendo uma pessoa humana, sujeita ao erro e responsável por seus atos.

Por isso, a linguagem de guerra espiritual aplicada indiscriminadamente às disputas eleitorais merece especial cautela.

Quando uma eleição é apresentada como uma batalha definitiva entre o bem e o mal, o adversário político deixa de ser alguém com quem se pode discordar e passa a ser tratado como inimigo da fé.

O debate democrático perde espaço. A crítica se torna suspeita. A lealdade partidária começa a ocupar o lugar do discernimento moral.

E a religião, em vez de ajudar a sociedade a reconhecer os limites do poder, pode acabar contribuindo para sua sacralização.

O cristão não é chamado a estabelecer o Reino de Deus pela força do Estado. É chamado a servir ao próximo em sua vocação, inclusive quando essa vocação envolve responsabilidades públicas.

Amós não perguntou a filiação partidária dos pobres

Os profetas bíblicos não permitiram que a prática religiosa servisse de disfarce para a injustiça.

Amós denunciou uma sociedade em que o culto continuava acontecendo enquanto os pobres eram esmagados e o direito era corrompido.

Sua palavra continua sendo uma das mais contundentes advertências contra a separação entre religião e responsabilidade social:

“Corra o direito como as águas, e a justiça como um ribeiro perene” (Amós 5,24).

O profeta não condicionou a justiça à filiação partidária de quem sofria.

A fome não pergunta em quem a pessoa votou. A falta de moradia não distingue esquerda e direita. A corrupção não se torna aceitável porque é praticada por alguém que compartilha nossas convicções religiosas.

Isso não significa que a Bíblia forneça respostas prontas para todas as questões econômicas e administrativas contemporâneas. Não fornece.

As propostas políticas precisam ser examinadas com conhecimento, debate e responsabilidade. Seus resultados devem ser avaliados, e suas limitações precisam ser reconhecidas.

Mas a complexidade das políticas públicas não elimina a responsabilidade moral de perguntar quem sofre suas consequências.

Quando a CNBB chama a atenção para a saúde, a educação, a segurança, o trabalho, a renda e a superação da pobreza, aborda questões que afetam diretamente a vida das pessoas.

Discutir como enfrentá-las é legítimo. Transformar a simples preocupação com elas em motivo automático de acusação ideológica é outra coisa.

A Igreja não precisa apresentar uma plataforma partidária para lembrar que a justiça importa.

Quando a fé é sequestrada

O crescimento de discursos religiosos que associam a conquista do poder político à realização de um projeto divino exige discernimento.

Em determinados setores influenciados pela chamada teologia do domínio, a participação política pode assumir um significado que vai além do serviço público: torna-se parte de uma estratégia de hegemonia religiosa e cultural.

É necessário reconhecer a diversidade do mundo evangélico brasileiro. Nem todos os conservadores compartilham essas ideias, e nem toda participação política de inspiração cristã representa uma tentativa de impor a fé à sociedade.

Ainda assim, existe um perigo real sempre que a religião passa a ser mobilizada para proteger um projeto político de questionamentos.

Nesse cenário, documentos religiosos deixam de ser avaliados pelo que efetivamente dizem. São julgados conforme sua proximidade ou distância em relação a determinado campo político.

O resultado é uma inversão preocupante: em vez de a fé examinar a política, a política passa a determinar quais partes da fé podem ser ouvidas.

A Escritura se torna seletiva. A consciência fica subordinada à lealdade. E o Evangelho corre o risco de ser reduzido a uma linguagem religiosa destinada a mobilizar eleitores.

A pergunta que precisamos fazer não é apenas se a Igreja está sendo usada por algum partido.

É também se estamos permitindo que nossas preferências políticas determinem aquilo que conseguimos ouvir quando a Palavra de Deus nos confronta.

O arrependimento começa em casa

Como pastor luterano, não escrevo estas linhas para reivindicar superioridade moral sobre católicos, pentecostais, evangélicos conservadores ou qualquer outro grupo.

A Igreja inteira precisa examinar sua relação com o poder. Nenhuma tradição cristã está imune à tentação de confundir seus interesses com a vontade de Deus.

A teologia luterana nos recorda que somos simultaneamente justos e pecadores. Isso vale para cada um de nós, para nossas comunidades e para nossas instituições.

Por isso, a crítica à instrumentalização política da fé precisa começar também dentro de nossas próprias igrejas.

Não basta denunciar a manipulação religiosa quando ela acontece entre nossos adversários. Precisamos reconhecê-la quando aparece entre nossos aliados, em nossas comunidades e até em nossos próprios discursos.

Não basta exigir honestidade dos políticos de quem discordamos. A mesma exigência deve valer para aqueles em quem depositamos nossa confiança.

Não basta falar da dignidade humana quando isso confirma nossas convicções. Precisamos estar dispostos a defender essa dignidade também quando ela nos desafia.

O arrependimento cristão não é uma arma para condenar os outros. É, antes de tudo, o reconhecimento de que também nós precisamos ser confrontados pela Palavra.

A cruz acima dos projetos de poder

A reação de setores da direita evangélica ao documento da CNBB revela uma questão que ultrapassa as eleições de 2026: a dificuldade de preservar a liberdade da consciência cristã diante da pressão das lealdades políticas.

Uma Igreja fiel ao Evangelho não precisa ser partidária para ser profética.

Não precisa apoiar um candidato para denunciar a corrupção. Não precisa aderir a uma ideologia para defender os pobres. Não precisa transformar suas convicções em programa de governo para lembrar às autoridades que o poder tem limites e que a justiça importa.

A Igreja pode dialogar com diferentes correntes políticas, reconhecer contribuições concretas e criticar decisões equivocadas. Mas não deve entregar sua consciência a nenhum projeto de poder.

Nenhum partido é o Reino de Deus.

Nenhum governante é o Cristo que morreu e ressuscitou.

Nenhuma eleição é a batalha final da história da salvação.

A cruz nos chama a desconfiar de toda pretensão humana de poder absoluto, inclusive daquela que se apresenta revestida de linguagem religiosa.

E nos chama a reconhecer que a fidelidade cristã não se mede pela proximidade com os vencedores, mas pela disposição de seguir Cristo no caminho do serviço, da verdade e do amor ao próximo.

Que a Igreja no Brasil, católica e evangélica, luterana e pentecostal, possa recuperar a liberdade de consciência necessária para examinar criticamente todos os projetos políticos, inclusive aqueles que parecem falar em seu nome.

Que possamos distinguir os dois reinos sem abandonar nossas responsabilidades no mundo, preservar a distinção entre Lei e Evangelho sem torná-la uma abstração e redescobrir a teologia da cruz como crítica permanente à sedução do poder.

E que, diante das eleições de 2026, não permitamos que slogans partidários ocupem o lugar do discernimento cristão.

A palavra de Amós continua diante de nós, não como propriedade de uma ideologia, mas como uma exigência que alcança todos os que invocam o nome de Deus:

“Corra o direito como as águas, e a justiça como um ribeiro perene.”

 



A Night Blessing for Heritage Day in English and Portuguese

 From All Nations: A Blessing for Heritage Day

As the sun sets on this Heritage Day, and the sounds of our diverse nation begin to quiet, may a loving and gentle peace settle over you.

We give thanks for the rich tapestry of our heritage, for the many colours, languages, and cultures that make up the beautiful mosaic of South Africa. We celebrate the good humor and resilient spirit that binds us, a spirit born from learning to understand and love one another across our different ethnic groups.

This evening, we hold onto the promise of Ezekiel 36:36: "Then the nations around you that remain will know that I the Lord have rebuilt the ruined places and replanted that which was desolate. I the Lord have spoken, and I will do it." We claim this promise for our land – that God is in the business of rebuilding, restoring, and replanting hope where there has been desolation. May we see this restoration in our families, our communities, and our nation.

And we look forward with hope to the vision of Revelation 7:9-10, a glimpse of our ultimate heritage: "a great multitude that no one could count, from every nation, tribe, people and language, standing before the throne and before the Lamb... And they cried out in a loud voice: 'Salvation belongs to our God, who sits on the throne, and to the Lamb.'" This is our destiny – a diverse, unified chorus worshipping together. May that heavenly reality inspire our earthly journey.

Let the message from last Sunday's sermon on 2 Timothy 1:7-10 be our anchor for the week ahead. We are reminded that "God has not given us a spirit of fear, but of power, of love, and of a sound mind."

So, as you rest tonight, do not be troubled by fear or anxiety about our country's challenges. Instead, receive God's gifts:

  • His Power, to be a force for positive change and reconciliation.
  • His Love, to embrace those who are different from you with gentleness and understanding.
  • His Sound Mind, to think clearly, to act with wisdom, and to extend grace.

This power is not our own; it is the power of the Gospel, "who has saved us and called us to a holy life—not because of anything we have done but because of his own purpose and grace." (2 Tim 1:9). This grace was given to us in Christ Jesus before the beginning of time and has now been revealed through our Saviour, who has destroyed death and brought life and immortality to light.

May you sleep in the knowledge that you are part of a great and diverse family, both here on earth and in heaven. May you rest in the power, love, and sound mind that come from our gracious God.

Blessings on your night, and may the peace of our diverse and unifying heritage in Christ be with you all.

Amen.

De Todas as Etnias: Uma Bênção para o Dia do Patrimônio Cultural 

 

Enquanto o sol se põe neste Dia do Patrimônio cultural, e os sons da nossa nação diversa começam a silenciar, que uma paz amorosa e gentil repouse sobre você.

Damos graças pelo rico mosaico da nossa herança, pelas muitas cores, línguas e culturas que compõem o belo mosaico da África do Sul. Celebramos o bom humor e o espírito resiliente que nos une, um espírito nascido de aprender a compreender e amar uns aos outros através dos nossos diferentes grupos étnicos.

Nesta noite, agarramo-nos à promessa de Ezequiel 36:36: “Então as nações que ficarem ao redor de vocês saberão que eu, o Senhor, reconstruí os lugares arruinados e replantei o que estava desolado. Eu, o Senhor, falei, e o farei.” Reivindicamos esta promessa para a nossa terra — que Deus está no trabalho de reconstruir, restaurar e replantar a esperança onde houve desolação. Que possamos ver essa restauração em nossas famílias, nossas comunidades e nossa nação.

E olhamos com esperança para a visão de Apocalipse 7:9-10, um vislumbre da nossa herança final: “uma grande multidão que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro... E clamavam em alta voz: ‘A salvação pertence ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro.’” Este é o nosso destino — um coro diverso e unificado adorando juntos. Que essa realidade celestial inspire nossa jornada terrena.

Que a mensagem do sermão do último domingo sobre 2 Timóteo 1:7-10 seja nossa âncora para a semana que vem. Somos lembrados de que “Deus não nos deu um espírito de medo, mas de poder, de amor e de mente sã.”

Então, enquanto você descansa esta noite, não se perturbe com medo ou ansiedade sobre os desafios do nosso país. Em vez disso, receba os dons de Deus:

  • O Seu Poder, para ser uma força de mudança positiva e reconciliação.
  • O Seu Amor, para abraçar aqueles que são diferentes de você com gentileza e compreensão.
  • A Sua Mente Sã, para pensar com clareza, agir com sabedoria e estender graça.

Esse poder não é nosso; é o poder do Evangelho, “que nos salvou e nos chamou para uma vida santa — não por causa de algo que tenhamos feito, mas por causa do seu próprio propósito e graça.” (2 Tm 1:9). Essa graça nos foi dada em Cristo Jesus antes do início dos tempos e agora foi revelada por meio do nosso Salvador, que destruiu a morte e trouxe à luz a vida e a imortalidade.

Que você durma sabendo que faz parte de uma grande e diversa família, tanto aqui na terra quanto no céu. Que você descanse no poder, no amor e na mente sã que vêm do nosso Deus gracioso.

Bênçãos sobre a sua noite, e que a paz da nossa herança diversa e unificadora em Cristo esteja com todos vocês.

Amém.

 


Wednesday, September 23, 2026

Night blessing in the begining of the Spring, in English and Portuguese.

 A Night Blessing for Kugompo City, at the Beginning of Spring

Offered with love, gentleness, and care—and just enough irony to keep it honest.

Peace to you, Kugompo City, as spring begins—officially, if not yet convincingly. May the Lord bless you and keep you, and may your allergies be sanctified.

Give thanks always (Ephesians 5:20). Yes, always. Tonight, thank God for the day you survived, the meal you remembered to eat, the mistake you didn’t make, and the one you did make and learned from. Thank Him for the absurd mercies too: the sock that vanished, the traffic light that turned green just as you gave up, the grace that does not require a perfect day to be real.

Bless the Lord, O my soul, and forget not all His benefits (Psalm 103:2). Not only the mountaintop ones. The small ones: a quiet room, a warm shower, a friend’s laugh, a prayer that came out as a sigh and was still heard.

Last Sunday we were reminded: God has not given us a spirit of fear, but of power, and of love, and of a sound mind (2 Timothy 1:7). So tonight, may fear not be the landlord of your heart. May power look like rest. May love look like releasing the day. May a sound mind look like believing the gospel more than your worries.

Spring is beginning. The trees are trying. The pollen is not sorry. The weather is confused. And still, Christ has abolished death and brought life and immortality to light through the gospel (2 Timothy 1:10). So you can sleep. Fear can take the night off. God is on duty.

May you lie down in peace and not be afraid. May your dreams be gentle, your blanket kind, your phone silent, your soul held. And if you wake at 3 a.m. with a committee meeting in your head, may the Spirit whisper: You are saved, called, and loved—not by works, but by His purpose and grace before the world began.

Good night, Kugompo. Spring is coming. Grace is already here.
Amen.

Uma Bênção Noturna para a Cidade de Kugompo, no Início da Primavera

Oferecida com amor, gentileza e cuidado — e com ironia e humor, baseada nos versículos do dia Efésios 5:20 e Salmo 103:2, com um olhar para o sermão do último domingo sobre 2 Timóteo 1:7–10 — Não medo, mas poder.

Paz para você, Kugompo City, quando a primavera começa — oficialmente, ainda que não de forma convincente. Que o Senhor te abençoe e te guarde, e que suas alergias sejam santificadas.

Deem graças sempre (Efésios 5:20). Sim, sempre. Esta noite, agradeça a Deus pelo dia que você sobreviveu, pela refeição que você lembrou de comer, pelo erro que você não cometeu e pelo erro que cometeu e do qual aprendeu. Agradeça a Ele também pelas misericórdias absurdas: a meia que sumiu, o semáforo que ficou verde justo quando você desistiu, a graça que não exige um dia perfeito para ser real.

Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum dos seus benefícios (Salmo 103:2). Não apenas os momentos de topo de montanha. Os pequenos também: um quarto silencioso, um banho quente, o riso de um amigo, uma oração que saiu como um suspiro e mesmo assim foi ouvida.

No último domingo, fomos lembrados: Deus não nos deu um espírito de medo, mas de poder, de amor e de mente sã (2 Timóteo 1:7). Então, esta noite, que o medo não seja o senhorio do seu coração. Que o poder se pareça com descanso. Que o amor se pareça com entregar o dia. Que uma mente sã se pareça com crer no evangelho mais do que nas suas preocupações.

A primavera está começando. As árvores estão tentando. O pólen não está arrependido. O tempo está confuso. E ainda assim, Cristo aboliu a morte e trouxe à luz a vida e a imortalidade por meio do evangelho (2 Timóteo 1:10). Então você pode dormir. O medo pode tirar a noite de folga. Deus está de plantão.

Que você se deite em paz e não tenha medo. Que seus sonhos sejam gentis, seu cobertor bondoso, seu telefone silencioso, sua alma acolhida. E se você acordar às 3 da manhã com uma reunião de comitê na cabeça, que o Espírito sussurre: Você é salvo, chamado e amado — não por obras, mas pelo propósito e pela graça dele antes que o mundo existisse.

Boa noite, Kugompo. A primavera está chegando. A graça já está aqui.
Amém.


Tuesday, September 22, 2026

Night blessing verses in English and Portuguese

 A Night Blessing: Not Fear, but Power — with a Wink

Good night, beloved. May the joy of 1 Chronicles 29:9 settle over you—the deep gladness of giving willingly, with a whole heart, not because someone twisted your arm or because the offering plate gave you side-eye. May your generosity today be real, quiet, and cheerful. And may you rest without replaying whether you gave “enough.” God loves a cheerful giver, not a frantic accountant.

May the spirit of Acts 4:37 be near you: Barnabas sold a field and laid the money at the apostles’ feet. You don’t have to sell a field tomorrow—please don’t, unless God says so and your budget stops crying—but may you lay what you have at Jesus’ feet with trust. Your time, your worries, your people, your plans. No parade. No performance. Just open hands.

And from last Sunday’s sermon on 2 Timothy 1:7–10: God has not given you a spirit of fear, but power, love, and a sound mind. So tonight, let fear stop chairing the meeting. You are not the night manager of the universe; God is, and He does not need your 2 a.m. supervision. The One who saved us by His own purpose and grace—not by our works—and who abolished death and brought life and immortality to light through the gospel is awake. You can sleep.

May power make you gentle, love make you brave, and a sound mind make you stop arguing with imaginary conversations in the dark. May grace remind you that you are not saved by your productivity, your perfection, or your ability to anticipate every disaster. You are held by Jesus.

So rest, dear one. Sleep like someone whose heart is willing, whose hands are open, and whose Savior has already broken death’s grip. And if you snore, may it be a joyful noise unto the Lord.

Good night. Amen.

Bênção Noturna: Não o Medo, mas o Poder — com uma Piscadela

Boa noite, amado(a). Que a alegria de 1 Crônicas 29:9 repouse sobre você — aquela alegria profunda de dar de boa vontade, com o coração inteiro, não porque alguém torceu seu braço ou porque a cesta de ofertas te lançou um olhar torto. Que sua generosidade hoje seja real, quieta e alegre. E que você descanse sem ficar repassando se deu o “suficiente”. Deus ama a quem dá com alegria, não a um contador em pânico.

Que o espírito de Atos 4:37 esteja perto de você: Barnabé vendeu um campo e colocou o dinheiro aos pés dos apóstolos. Você não precisa vender um campo amanhã — por favor, não faça isso, a menos que Deus mande e seu orçamento pare de chorar — mas que você coloque o que tem aos pés de Jesus, com confiança. Seu tempo, suas preocupações, suas pessoas, seus planos. Sem desfile. Sem performance. Apenas mãos abertas.

E do sermão do último domingo sobre 2 Timóteo 1:7–10: Deus não nos deu um espírito de medo, mas de poder, de amor e de mente sã. Então, esta noite, deixe o medo parar de presidir a reunião. Você não é o gerente noturno do universo; Deus é, e Ele não precisa da sua supervisão das 2 da manhã. Aquele que nos salvou por seu próprio propósito e graça — não por nossas obras — e que aboliu a morte e trouxe à luz a vida e a imortalidade por meio do evangelho está acordado. Você pode dormir.

Que o poder te faça gentil, o amor te faça corajoso, e a mente sã te faça parar de discutir com conversas imaginárias no escuro. Que a graça te lembre de que você não é salvo pela sua produtividade, pela sua perfeição nem pela sua capacidade de prever todo desastre. Você é sustentado por Jesus.

Então descanse, querido(a). Durma como alguém cujo coração é disposto, cujas mãos estão abertas e cujo Salvador já quebrou o domínio da morte. E, se você roncar, que seja um barulho alegre para o Senhor.

Boa noite. Amém.

 


Monday, September 21, 2026

Night Blessing with Irony and Humor – in English and Portuguese

 Sleep well, fear is a liar.

 

May the Lord bless you and keep you—not with the spirit of fear that keeps you up at night, but with the power that raises the dead, the love that makes you laugh at your own anxious heart, and a sound mind that finally lets you sleep.

Hannah prayed for a child and got one—then promptly gave him back (1 Samuel 1:27). That’s the irony of answered prayer: God grants the petition, and the petition becomes a Nazirite who anoints kings. You ask for a blessing; you get a vocation. Sleep well knowing that what God gives, He also takes—but He takes it toward resurrection.

Elizabeth’s neighbors showed up to rejoice that the Lord had “magnified His mercy” upon her (Luke 1:58). Magnified mercy. An old barren woman gets pregnant, and the whole village throws a party. That’s the humor of grace: God takes the most barren places and makes them the birthplace of the forerunner. If your life feels barren tonight, remember—God specializes in impossible wombs and impossible situations.

And from Sunday’s sermon on 2 Timothy 1:7–10: God has not given us a spirit of fear, but of power, love, and a sound mind. The power that raised Christ from the dead is the same power at work in you. Not fear. Not anxiety. Not the 3 a.m. spiral. Power. Love. Self-control. The gospel “abolished death and brought life and immortality to light”.

So rest tonight. Not because everything is resolved. Not because you have it all together. But because the God who answered Hannah’s prayer, who magnified mercy to Elizabeth, who raised Jesus from the dead—that same God has not given you a spirit of fear.

He has given you power. Love. A sound mind. And, ironically enough, a blessing that often looks nothing like what you prayed for, and everything like what you needed.

Sleep in peace. The mercy is magnified. The power is real. The fear is a liar.

Durma em Paz: O Medo é um Mentiroso

 

Que o Senhor te abençoe e te guarde — não com o espírito de medo que te mantém acordado à noite, mas com o poder que ressuscita os mortos, o amor que faz você rir do seu próprio coração ansioso, e uma mente sã que finalmente te deixa dormir.

Ana orou por um filho e recebeu um — e logo o entregou de volta (1 Samuel 1:27). Essa é a ironia da oração respondida: Deus concede o pedido, e o pedido se torna um nazireu que unge reis. Você pede uma bênção; você recebe uma vocação. Durma em paz sabendo que o que Deus dá, Ele também toma — mas Ele toma em direção à ressurreição.

Os vizinhos de Isabel apareceram para se alegrar porque o Senhor havia "engrandecido a Sua misericórdia" sobre ela (Lucas 1:58). Misericórdia engrandecida. Uma mulher idosa e estéril engravida, e a vila inteira faz uma festa. Esse é o humor da graça: Deus pega os lugares mais estéreis e os transforma no berço do precursor. Se sua vida parece estéril esta noite, lembre-se — Deus é especialista em ventres impossíveis e situações impossíveis.

E do sermão de domingo sobre 2 Timóteo 1:7–10: Deus não nos deu um espírito de medo, mas de poder, amor e equilíbrio. O poder que ressuscitou Cristo dentre os mortos é o mesmo poder que opera em você. Não medo. Não ansiedade. Não a espiral das 3 da manhã. Poder. Amor. Domínio próprio. O evangelho "aboliu a morte e trouxe à luz a vida e a imortalidade".

Então descanse esta noite. Não porque tudo está resolvido. Não porque você tem tudo sob controle. Mas porque o Deus que respondeu à oração de Ana, que engrandeceu a misericórdia para Isabel, que ressuscitou Jesus dentre os mortos — esse mesmo Deus não te deu um espírito de medo.

Ele te deu poder. Amor. Uma mente sã. E, ironicamente, uma bênção que muitas vezes se parece nada com o que você pediu, e tudo com o que você precisava.

Durma em paz. A misericórdia é engrandecida. O poder é real. O medo é um mentiroso.

 


 

 

Sunday, September 20, 2026

Sermon on the 16th Sunday after Trinity service, 20th of September, 2026. Congragtions St. Johns and St Crucis

Not Fear, but Power: A Sermon on 2 Timothy 1:7–10

Grace, mercy, and peace be to you from God our Father and from our Lord and Savior Jesus Christ. Amen.

There is a small word in our reading today that can easily be overlooked.

It is the word “but.”

Paul says:

“God has not given us a spirit of fear, but of power and of love and of a sound mind.”

It is only a little word. But it changes everything.

On one side of that “but” there is fear. Shame. Timidity. The temptation to hide, to keep quiet, to avoid trouble, to do what pleases the people around.

And on the other side there is what God gives: power, love, and a sound mind.

And the important thing is this: the bridge between those two sides is not our own effort.

It is God’s gift.

So today, I want us simply to walk through these words with Paul. Three things: the spirit God has not given us, the gifts He has given us, and finally, the Savior who gives us those gifts.


1. The Spirit God Has Not Given Us


Paul begins with these words:

“God has not given us a spirit of fear.”

Now think for a moment about who Paul is writing to.

He is writing to Timothy, a young pastor.

Timothy was not necessarily a coward. But he seems to have been a rather timid young man. He had health problems. He was young, and people did not always take him seriously. The church in Ephesus had its share of problems and false teachers.

And then there was Paul himself—Timothy's mentor, his spiritual father, the man who had taught him the faith.

And Paul was sitting in a Roman prison, knowing that his death was probably not far away.

Imagine being Timothy.

The person who taught you the faith is in prison. The future of the church is uncertain. There are arguments and false teaching around you. And everywhere you look there are reasons to be cautious.

You might hear a voice saying:

“Keep your head down. Don't make trouble. Soften the message. Don't say too much. Just stay safe.”

That is the spirit of fear.

And notice what Paul does not say.

He doesn't say, “Timothy, pull yourself together.”

He doesn't say, “Try harder to be courageous.”

He says something much more comforting:

“God has not given us a spirit of fear.”

Fear is real. We all know that.

There are things that frighten us. There are moments when the future looks uncertain. There are times when we are afraid of what people might think, afraid of what might happen, afraid that we will not be strong enough when the difficult moment comes.

Paul is not pretending that fear doesn't exist.

He is reminding Timothy where fear does not come from.

It is not God's gift to him.

And this is where we need to be honest about ourselves.

We cannot simply command fear to disappear.

You can tell a frightened person, “Don't be afraid!” a hundred times. That doesn't necessarily make the fear go away.

The Law can tell us what we should be. But the Law cannot create in us the thing it commands.

If I tell a frightened child, “Be brave,” I have not necessarily made that child brave.

Courage has to come from somewhere.

And that is an important Lutheran truth.

We do not save ourselves by trying harder. We do not manufacture faith, courage, or holiness out of our own strength.

As Luther reminds us in the Small Catechism, we cannot by our own reason or strength believe in Jesus Christ or come to Him.

The same is true here.

God does not simply tell us to become different people.

He gives us what we need.


2. The Gift God Has Given Us 


So what has God given us?

Paul gives us three words:

Power. Love. And a sound mind.

Power

The word Paul uses is dynamis.

It is the word from which we get the English word “dynamite.”

But Paul is not talking about the power of personality.

He is not talking about being the loudest person in the room.

He is not talking about having a strong will or always feeling confident.

This is God's power.

The same power that raised Jesus from the dead is at work through the Gospel.

And that matters because sometimes we imagine that Christians are people who never struggle.

But that is not Christianity.

Christian faith is not saying, “I am strong enough for anything.”

It is saying:

“Christ is strong enough, even when I am not.”

Love

Then Paul speaks about love.

Not simply warm feelings.

The word is agape—the kind of love that seeks the good of another person, even when it costs us something.

It is the love that forgives.

The love that serves.

The love that stays when things become difficult.

The love that does not always ask, “What's in it for me?”

Again, this is not something we manufacture by sheer determination.

It is a gift of the Spirit.

A Sound Mind

And then Paul speaks about a “sound mind.”

The Greek word carries the idea of a disciplined, self-controlled, sober mind.

In other words, a mind that is not constantly being carried away by fear.

A mind that does not spend the whole night imagining every possible disaster.

A mind that can step back and say:

“Yes, this is difficult. Yes, I am worried. But Christ is still Lord.”

That is a sound mind.

Not a mind that never struggles.

A mind that has somewhere solid to stand.

And now we come to an important question:

How do these gifts become ours?

Not by trying hard enough.

Not by making enough resolutions.

Not by climbing some spiritual ladder until one day we finally become fearless Christians.

They come to us in the same way God's other gifts come to us:

through faith, through His Word, and through the Sacraments.

God gives.

We receive.

That is the shape of the Christian life.

Think about someone caught in a stormy sea.

He is exhausted. He cannot swim forever. He is struggling just to keep his head above the water.

Then someone comes to rescue him and throws him a lifeline.

The rope is what saves him.

He doesn't stand there congratulating himself because he managed to grab it.

The rescuer saved him.

That is something like faith.

Faith is not our great achievement.

Faith is the empty hand receiving what God gives.

And even that hand is opened by the Holy Spirit.

So when Paul says that God has given us a spirit of power, love, and a sound mind, he isn't saying:

“Now go and produce these things.”

He is saying:

“They are God's gifts to you in Christ.”

You received His promise in your Baptism.

You hear His forgiveness in Absolution.

You receive His body and blood in the Lord's Supper.

You hear His Word preached into your ears.

You don't have to climb up to God.

God has come down to you.


3. The Savior Who Gives These Gifts 


And now Paul takes us to the very heart of the matter.

He says that God has:

“saved us and called us with a holy calling, not according to our works, but according to His own purpose and grace.”

That is the Gospel.

Our salvation does not begin with us.

It begins with God.

Not according to our works.

Not according to how good we have managed to be.

Not according to whether we have always got everything right.

According to His purpose and grace.

Paul goes even further.

This grace was given to us in Christ Jesus before time began.

Think about that for a moment.

Before you were born.

Before you had achieved anything.

Before you had failed at anything.

Before anyone knew your name.

God's grace was already there in Christ.

Your salvation does not depend on you having been good enough.

It depends on God's grace.

And then Paul says that this grace was revealed through the appearing of our Savior Jesus Christ.

God did not send us a philosophy.

He did not send us a self-help programme.

He did not simply send us a set of principles to live by.

He sent His Son.

The eternal Word became flesh.

God became visible in Jesus.

And Jesus did for us what we could never do for ourselves.

And then comes perhaps the most astonishing statement in the whole passage:

Christ has abolished death.

Paul doesn't say that Christ has made death slightly easier.

He doesn't say that Jesus has taught us how to cope with death.

He says Christ has abolished it.

Death is still real. We still grieve. We still stand beside graves. We still say goodbye to people we love.

But because Jesus went through death and came out the other side, death no longer has the final word.

The grave is no longer the end of the story.

For the Christian, death has become a doorway.

And on the other side of that doorway is Christ.

That is why Paul says that Christ has brought life and immortality to light through the Gospel.

The Gospel tells us:

Your sins are forgiven.

Christ died for you.

Christ is risen.

And because He lives, you will live also.

That is where Christian courage comes from.

Not from pretending that death is not frightening.

But from knowing that death does not belong to death anymore.

It belongs to Christ.


4. The Prisoner Who Sang


Let me tell you about someone who understood this.

In 1942, the young Lutheran pastor Dietrich Bonhoeffer was arrested by the Nazis.

He spent years in prison.

He was interrogated. He was humiliated. Eventually, in April 1945, he was executed—only days before the camp where he was held was liberated.

And yet something remarkable happened in those prison years.

Bonhoeffer did not simply write words of despair.

He wrote letters.

He wrote hymns.

He encouraged other prisoners.

He continued to minister to people around him.

Those who encountered him remembered a remarkable peace in him.

Where did that peace come from?

Not because Bonhoeffer had some superhuman personality.

Not because he was never afraid.

Not because he was somehow stronger than everyone else.

His peace came from the Gospel.

He knew that his sins were forgiven.

He knew that Christ had died and risen.

He knew that God's grace did not depend upon the circumstances of his prison cell.

And he knew that even death could not separate him from Christ.

Bonhoeffer had not been given a spirit of fear.

He had been given a spirit of power, love, and a sound mind.

And that gift carried him home.


5. What Does This Mean for Us?

So what does this mean for us?

It means that when fear comes—and it will come—we do not have to pretend that we are fearless.

We can simply bring our fear to God.

We can say:

“Lord, I am afraid. You know that. But You have not given me a spirit of fear. Give me Your power. Give me Your love. Give me a sound mind.”

And then we trust His promise.

It also means that we do not need to be ashamed of the Gospel.

Timothy was tempted to be ashamed.

We can understand that temptation.

There are times when our faith can feel out of step with the culture around us.

Sometimes people may think Christianity is old-fashioned.

Sometimes they may misunderstand what we believe.

Sometimes we may simply be tired of explaining ourselves.

And the little voice inside us says:

“Perhaps it would be easier just to keep quiet.”

But Paul says:

Do not be ashamed.

Not because we are naturally brave.

Not because Christians are somehow better than other people.

But because the Gospel is God's power for salvation.

This is the good news that tells sinners they are forgiven.

It tells the lonely that Christ is with them.

It tells the dying that death does not have the last word.

And it tells us that our hope rests not on ourselves, but on Jesus.

Paul also says that we may suffer for the Gospel.

And notice something important:

God's power does not always mean that suffering disappears.

Sometimes God's power means that He carries us through the suffering.

The Gospel does not promise us a life without crosses.

It promises that the cross will not have the last word.

And finally, this passage means that we can face our own death with hope.

We don't have to pretend death is easy.

We can grieve.

We can be afraid.

We can shed tears.

But we can also say:

“Christ is risen. And because He is risen, I belong to Him.”

The grave is not our final destination.

Christ has gone before us.

And the One who loved us before time began will not abandon us at the end of our earthly life.


Conclusion

So let me put the whole message as simply as I can.

You are not saved by your courage.

You are not saved because you have always been faithful.

You are not saved because you have done enough good things.

You are saved by grace.

Grace given to you in Christ.

Grace revealed in His coming into our world.

Grace proclaimed to you through the Gospel.

Grace given to you in Baptism.

Grace placed into your hands and your mouth in the Lord's Supper.

And because you belong to Christ, Paul says:

God has not given you a spirit of fear.

He has given you power.

He has given you love.

He has given you a sound mind.

So when fear comes, remember the “but.”

God has not given me a spirit of fear, but of power and of love and of a sound mind.

When shame comes, remember the Gospel.

When suffering comes, remember Christ.

And when death comes, remember that Christ has already gone through that door before you.

So do not be ashamed.

Do not be afraid.

You belong to Jesus.

And the One who has abolished death is with you.

He will not abandon you.

And the peace of God, which surpasses all understanding, will guard your hearts and your minds in Christ Jesus.

Amen.

 


Saturday, September 19, 2026

Night blessing on Genesis 2,Isaiah 57 and 1 John 2. In English and Portuguese

A Very Loving Reminder That You Are, in Fact, Just Dust

 

May the Gardener who formed you from the dust of the ground, and who breathed into your nostrils the breath of life, now grant you a night of deep and peaceful rest.

May you remember that you are not a mistake, but a deliberate and loving planting. You are not just a random collection of atoms, but a garden carefully placed in a world of beauty and purpose. So, as you lay your head down, let go of the day's weeds and worries. The Gardener is not a distant, disinterested observer; He is the one who walks in the garden in the cool of the day, looking for you.

And when you feel the dust of your own humanity—the failures, the sharp words, the moments you fell short—remember the words of the Apostle John: we have an Advocate with the Father, Jesus Christ the righteous. He is not tapping his foot, waiting for you to get your act together. He is, with good humor and a gentle smile, presenting His own perfect record on your behalf. So, don't be so dramatic about your flaws. They are covered. Really.

And please, for the love of all that is holy, don't forget Isaiah's promise: "I will not accuse forever, nor will I always be angry, for then the spirit of man would grow faint before me—the very breath of man that I have created." He knows you are dust. He remembers. He is not a petulant deity, keeping a cosmic grudge. He is the one who breathed life into that dust in the first place, and He is not about to give up on His handiwork now.

So, sleep. Sleep in the knowledge that you are loved, cared for, and held. Sleep with the gentle, humorous assurance that the One who holds the universe together is not the least bit overwhelmed by your day. And may you wake tomorrow, not with a groan, but with a fresh breath, ready to tend the little patch of garden He has given you.

Good night. And try not to take yourself so seriously. The Gardener certainly doesn't.

Um lembrete muito carinhoso de que você é, na verdade, apenas pó.

Que o Jardineiro que te formou do pó da terra, e que soprou em tuas narinas o fôlego da vida, te conceda agora uma noite de descanso profundo e tranquilo.

Que você se lembre de que não é um erro, mas um plantio deliberado e amoroso. Você não é apenas uma coleção aleatória de átomos, mas um jardim cuidadosamente colocado em um mundo de beleza e propósito. Então, ao reclinar a cabeça, solte as ervas daninhas e as preocupações do dia. O Jardineiro não é um observador distante e desinteressado; Ele é Aquele que caminha no jardim na brisa do dia, procurando por você.

E quando você sentir o pó da sua própria humanidade — as falhas, as palavras duras, os momentos em que ficou aquém — lembre-se das palavras do apóstolo João: temos um Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. Ele não está batendo o pé, esperando que você coloque a sua vida em ordem. Ele está, com bom humor e um sorriso gentil, apresentando o próprio registro perfeito d'Ele em seu favor. Então, não seja tão dramático quanto às suas falhas. Elas estão cobertas. De verdade.

E, pelo amor de tudo que é sagrado, não se esqueça da promessa de Isaías: "Não acusarei para sempre, nem estarei sempre irado, pois então o espírito do homem desfaleceria diante de mim — o próprio fôlego do homem que eu criei." Ele sabe que você é pó. Ele se lembra. Ele não é uma divindade petulante, guardando rancor cósmico. Ele é Aquele que soprou vida nesse pó em primeiro lugar, e não vai desistir da Sua obra agora.

Então, durma. Durma na certeza de que é amado, cuidado e sustentado. Durma com a gentil e bem-humorada segurança de que Aquele que sustenta o universo não está nem um pouco sobrecarregado pelo seu dia. E que você acorde amanhã, não com um gemido, mas com um fôlego novo, pronto para cuidar do pequeno pedaço de jardim que Ele te deu.

Boa noite. E tente não se levar tão a sério. O Jardineiro certamente não se leva.