A Night Blessing for the Chosen (and the Exhausted)
Look down from heaven, Lord—if You can bear to see the mess
we’ve made of the day. Your holy habitation, that glorious place, seems
terribly far from this kitchen where the dishes are still unwashed. Isaiah
asks, “Where is Your zeal and Your might?” Frankly, we’ve been asking the same
thing since 3 p.m. But maybe the question isn’t where You are,
but where we have wandered. You promised not to leave us
orphans—Jesus, the Word made flesh, swore He would come to us. And yet, here we
are, feeling distinctly fatherless in the face of our own failures.
And still, the sermon rings in our ears: You are
chosen. Now act like it. Chosen. Not for ease. Not for a life free of
frustration or flat tires or water outage. Chosen like a tool is chosen from the shed—not for
display, but for work. Chosen like a servant is chosen for the heavy lifting.
It is not a crown of gold; it is a yoke of grace. So act like it, the preacher
said. As if that were simple. As if acting like the beloved of God didn’t
require a strength we used up by Tuesday.
So bless us, Lord, with the irony of this faith: that we are
chosen, and yet we feel common. That we are not orphans, and yet we feel alone.
That we are holy, and yet we are just so tired. Let Your tenderness fall as dew
upon the stubborn soil of our hearts. If You will not leave us comfortless,
then be our uncomfortable comfort—the One who disturbs our sleep until we
repent of our self-pity, and who soothes our souls until we rest in the mystery
of being loved without merit.
Give us the sleep of the chosen. And tomorrow, give us the
gall to live like it. Amen.
Uma Bênção Noturna para os
Escolhidos (e os Exaustos)
Olha do
céu, Senhor — se Tu podes suportar ver a bagunça que fizemos do dia. Tua santa
habitação, esse lugar glorioso, parece terrivelmente distante desta cozinha
onde a louça ainda está por lavar. Isaías pergunta: "Onde está o Teu zelo
e a Tua força?" Francamente, temos feito a mesma pergunta desde as 15h.
Mas talvez a questão não seja onde Tu estás, mas onde nós vagamos.
Tu prometeste não nos deixar órfãos — Jesus, o Verbo feito carne, jurou que
viria a nós. E ainda assim, aqui estamos, sentindo-nos distintamente
desamparados diante de nossos próprios fracassos.
E ainda
assim, o sermão ecoa em nossos ouvidos: Você é escolhido. Agora aja
como tal. Escolhido. Não para o conforto. Não para uma vida livre de
frustrações ou pneus furados. Escolhido como uma ferramenta é escolhida do
galpão — não para exibição, mas para o trabalho. Escolhido como um servo é
escolhido para o trabalho pesado. Não é uma coroa de ouro; é um jugo de graça.
Então aja como tal, disse o pregador. Como se isso fosse simples. Como se agir
como o amado de Deus não exigisse uma força que já gastamos na terça-feira.
Então
abençoa-nos, Senhor, com a ironia desta fé: que somos escolhidos, e ainda assim
nos sentimos comuns. Que não somos órfãos, e ainda assim nos sentimos sós. Que
somos santos, e ainda assim estamos tão cansados. Que Tua ternura desça como
orvalho sobre o solo teimoso de nossos corações. Se não nos deixarás
desamparados, sê nosso desconforto confortador — Aquele que perturba nosso sono
até nos arrependermos de nossa autocomiseração, e que acalma nossas almas até
descansarmos no mistério de sermos amados sem mérito.
Dá-nos o
sono dos escolhidos. E amanhã, dá-nos a coragem para viver como tal. Amém.
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