A Night Blessing for a Polarized People
May the Lord who said, “I will discipline you with
justice, but I will not make a full end of you” (Jeremiah 30:11) teach us
the difference between correction and destruction—especially when the
correction is aimed at the other candidate’s supporters. May we remember
that God’s discipline is parental, not punitive; it is meant to purify, not to
annihilate. Which is a polite way of saying: the fact that your side won does
not mean God has endorsed your entire platform, and the fact that your side
lost does not mean God has abandoned Brazil. He is with us to save us, not to
score points for our team.
May we not despise “the riches of His kindness,
forbearance, and patience” (Romans 2:4), knowing that God’s kindness is
meant to lead us to repentance—not to a victory lap, not to a smug meme,
not to a righteous lecture directed at the cousin who voted differently. The
kindness of God is trying to lead all of us to a change of mind and
heart, a “right-about face,” as the old commentators put it—a turning away from
the complacent self-satisfaction of “my side is right” and toward the
humility that says, “Lord, have mercy on me too.”
And may the words of last Sunday’s sermon on Matthew 6:25–34
settle over this night like a hammock on a warm evening: Do not be anxious
about your life. Look at the birds—they neither sow nor reap nor gather
into barns, and yet your heavenly Father feeds them. Consider the lilies—they
neither toil nor spin, and yet even Solomon in all his glory was not arrayed
like one of these. Which is to say: if God can clothe the grass of the field
and feed the sparrows, He can probably handle the transition of power in
Brasília. He knows what you need before you ask. He is not anxiously refreshing
the electoral court’s website. He is not doom-scrolling. He is not drafting a
legal challenge. He is, as the sermon reminded us, inviting us to shift from
anxiety to gratitude—to seek first the kingdom of God and His righteousness,
trusting that all these things (yes, even the things we are worried
about tonight) will be added unto us.
So here is the irony, gentle and loving: we are grateful in
the real world—the real world where the results are contested, where the
country is split nearly in half, where the losing side is filing lawsuits and
the winning side is already planning the inauguration. We are grateful not
because everything is resolved, but because God is not wringing His hands
tonight. We are grateful because His kindness is still leading us to
repentance, His discipline is still measured, and His birds are still fed. We
are grateful because the sermon was right: today’s trouble is enough for
today—and tomorrow’s trouble can wait until tomorrow, preferably with a cup
of coffee and a calmer news cycle.
May you sleep tonight like a lily of the field: unanxious,
unhurried, and utterly unimpressed by the noise of the world. May you wake
tomorrow with a heart soft enough to repent, kind enough to forbear, and ironic
enough to laugh at the absurdity of it all. And may the peace of Christ, which
surpasses all political comprehension, guard your heart and your mind—and, if
He is willing, your group chat as well.
Boa
noite. Durma com Deus. E não se preocupe—Ele não está preocupado.
Uma
Bênção Noturna para um Povo Polarizado
Que o
Senhor que disse: “Eu te disciplinarei com justiça, mas não farei de ti um
fim total” (Jeremias 30:11) nos ensine a diferença entre correção e
destruição — especialmente quando a correção é dirigida aos apoiadores do outro
candidato. Que nos lembremos de que a disciplina de Deus é parental, não
punitiva; ela serve para purificar, não para aniquilar. O que é uma maneira
educada de dizer: o fato de o seu lado ter vencido não significa que Deus
endossou toda a sua plataforma, e o fato de o seu lado ter perdido não
significa que Deus abandonou o Brasil. Ele está conosco para nos salvar, não
para marcar pontos para o nosso time.
Que não
desprezemos “as riquezas da sua bondade, tolerância e paciência”
(Romanos 2:4), sabendo que a bondade de Deus quer nos conduzir ao
arrependimento — não a uma volta olímpica, não a um meme presunçoso, não a
uma lição de moral dirigida ao primo que votou diferente. A bondade de Deus
está tentando conduzir todos nós a uma mudança de mente e de coração,
uma “meia-volta completa”, como diziam os antigos comentaristas — um afastar-se
da autossatisfação complacente do “o meu lado está certo” e um voltar-se
para a humildade que diz: “Senhor, tem misericórdia de mim também.”
E que as
palavras do sermão do último domingo sobre Mateus 6:25–34 repousem sobre esta
noite como uma rede numa noite quente: Não andem ansiosos pela vida.
Olhem as aves — não semeiam, nem colhem, nem ajuntam em celeiros, e mesmo assim
o Pai celestial as alimenta. Considerem os lírios — não trabalham, nem fiam, e
mesmo assim nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles. Ou
seja: se Deus pode vestir a erva do campo e alimentar os pardais, Ele
provavelmente também pode cuidar da transição de poder em Brasília. Ele sabe do
que você precisa antes de você pedir. Ele não está atualizando ansiosamente o
site do TSE. Ele não está rolando o feed em busca de catástrofes. Ele não está
redigindo contestação judicial. Ele, como o sermão nos lembrou, está nos
convidando a passar da ansiedade para a gratidão — a buscar primeiro o Reino de
Deus e a sua justiça, confiando que todas essas coisas (sim, até as
coisas com que estamos preocupados esta noite) nos serão acrescentadas.
Então aqui
está a ironia, gentil e amorosa: somos gratos no mundo real — o mundo
real em que os resultados são contestados, em que o país está dividido quase ao
meio, em que o lado perdedor está entrando com ações judiciais e o lado
vencedor já está planejando a posse. Somos gratos não porque tudo está
resolvido, mas porque Deus não está torcendo as mãos esta noite. Somos gratos
porque a sua bondade ainda nos conduz ao arrependimento, a sua disciplina ainda
é comedida e as suas aves ainda são alimentadas. Somos gratos porque o sermão
estava certo: a cada dia basta o seu próprio mal — e as preocupações de
amanhã podem esperar até amanhã, de preferência com um café e um ciclo de
notícias mais calmo.
Que você
durma esta noite como um lírio do campo: sem ansiedade, sem pressa e totalmente
indiferente ao barulho do mundo. Que você acorde amanhã com um coração macio o
suficiente para se arrepender, bondoso o suficiente para tolerar e irônico o
suficiente para rir da absurdidade de tudo isso. E que a paz de Cristo, que
ultrapassa toda compreensão política, guarde seu coração e sua mente — e, se
Ele quiser, também o seu grupo da família.
Boa
noite. Durma com Deus. E não se preocupe — Ele não está preocupado.



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