Monday, October 26, 2026

After Brazil Election Night Blessing - in English and Portuguese

 A Night Blessing for a Polarized People

May the Lord who said, “I will discipline you with justice, but I will not make a full end of you” (Jeremiah 30:11) teach us the difference between correction and destruction—especially when the correction is aimed at the other candidate’s supporters. May we remember that God’s discipline is parental, not punitive; it is meant to purify, not to annihilate. Which is a polite way of saying: the fact that your side won does not mean God has endorsed your entire platform, and the fact that your side lost does not mean God has abandoned Brazil. He is with us to save us, not to score points for our team.

May we not despise “the riches of His kindness, forbearance, and patience” (Romans 2:4), knowing that God’s kindness is meant to lead us to repentance—not to a victory lap, not to a smug meme, not to a righteous lecture directed at the cousin who voted differently. The kindness of God is trying to lead all of us to a change of mind and heart, a “right-about face,” as the old commentators put it—a turning away from the complacent self-satisfaction of “my side is right” and toward the humility that says, “Lord, have mercy on me too.”

And may the words of last Sunday’s sermon on Matthew 6:25–34 settle over this night like a hammock on a warm evening: Do not be anxious about your life. Look at the birds—they neither sow nor reap nor gather into barns, and yet your heavenly Father feeds them. Consider the lilies—they neither toil nor spin, and yet even Solomon in all his glory was not arrayed like one of these. Which is to say: if God can clothe the grass of the field and feed the sparrows, He can probably handle the transition of power in Brasília. He knows what you need before you ask. He is not anxiously refreshing the electoral court’s website. He is not doom-scrolling. He is not drafting a legal challenge. He is, as the sermon reminded us, inviting us to shift from anxiety to gratitude—to seek first the kingdom of God and His righteousness, trusting that all these things (yes, even the things we are worried about tonight) will be added unto us.

So here is the irony, gentle and loving: we are grateful in the real world—the real world where the results are contested, where the country is split nearly in half, where the losing side is filing lawsuits and the winning side is already planning the inauguration. We are grateful not because everything is resolved, but because God is not wringing His hands tonight. We are grateful because His kindness is still leading us to repentance, His discipline is still measured, and His birds are still fed. We are grateful because the sermon was right: today’s trouble is enough for today—and tomorrow’s trouble can wait until tomorrow, preferably with a cup of coffee and a calmer news cycle.

May you sleep tonight like a lily of the field: unanxious, unhurried, and utterly unimpressed by the noise of the world. May you wake tomorrow with a heart soft enough to repent, kind enough to forbear, and ironic enough to laugh at the absurdity of it all. And may the peace of Christ, which surpasses all political comprehension, guard your heart and your mind—and, if He is willing, your group chat as well.

Boa noite. Durma com Deus. E não se preocupe—Ele não está preocupado.

Uma Bênção Noturna para um Povo Polarizado

Que o Senhor que disse: “Eu te disciplinarei com justiça, mas não farei de ti um fim total” (Jeremias 30:11) nos ensine a diferença entre correção e destruição — especialmente quando a correção é dirigida aos apoiadores do outro candidato. Que nos lembremos de que a disciplina de Deus é parental, não punitiva; ela serve para purificar, não para aniquilar. O que é uma maneira educada de dizer: o fato de o seu lado ter vencido não significa que Deus endossou toda a sua plataforma, e o fato de o seu lado ter perdido não significa que Deus abandonou o Brasil. Ele está conosco para nos salvar, não para marcar pontos para o nosso time.

Que não desprezemos “as riquezas da sua bondade, tolerância e paciência” (Romanos 2:4), sabendo que a bondade de Deus quer nos conduzir ao arrependimento — não a uma volta olímpica, não a um meme presunçoso, não a uma lição de moral dirigida ao primo que votou diferente. A bondade de Deus está tentando conduzir todos nós a uma mudança de mente e de coração, uma “meia-volta completa”, como diziam os antigos comentaristas — um afastar-se da autossatisfação complacente do “o meu lado está certo” e um voltar-se para a humildade que diz: “Senhor, tem misericórdia de mim também.”

E que as palavras do sermão do último domingo sobre Mateus 6:25–34 repousem sobre esta noite como uma rede numa noite quente: Não andem ansiosos pela vida. Olhem as aves — não semeiam, nem colhem, nem ajuntam em celeiros, e mesmo assim o Pai celestial as alimenta. Considerem os lírios — não trabalham, nem fiam, e mesmo assim nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles. Ou seja: se Deus pode vestir a erva do campo e alimentar os pardais, Ele provavelmente também pode cuidar da transição de poder em Brasília. Ele sabe do que você precisa antes de você pedir. Ele não está atualizando ansiosamente o site do TSE. Ele não está rolando o feed em busca de catástrofes. Ele não está redigindo contestação judicial. Ele, como o sermão nos lembrou, está nos convidando a passar da ansiedade para a gratidão — a buscar primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, confiando que todas essas coisas (sim, até as coisas com que estamos preocupados esta noite) nos serão acrescentadas.

Então aqui está a ironia, gentil e amorosa: somos gratos no mundo real — o mundo real em que os resultados são contestados, em que o país está dividido quase ao meio, em que o lado perdedor está entrando com ações judiciais e o lado vencedor já está planejando a posse. Somos gratos não porque tudo está resolvido, mas porque Deus não está torcendo as mãos esta noite. Somos gratos porque a sua bondade ainda nos conduz ao arrependimento, a sua disciplina ainda é comedida e as suas aves ainda são alimentadas. Somos gratos porque o sermão estava certo: a cada dia basta o seu próprio mal — e as preocupações de amanhã podem esperar até amanhã, de preferência com um café e um ciclo de notícias mais calmo.

Que você durma esta noite como um lírio do campo: sem ansiedade, sem pressa e totalmente indiferente ao barulho do mundo. Que você acorde amanhã com um coração macio o suficiente para se arrepender, bondoso o suficiente para tolerar e irônico o suficiente para rir da absurdidade de tudo isso. E que a paz de Cristo, que ultrapassa toda compreensão política, guarde seu coração e sua mente — e, se Ele quiser, também o seu grupo da família.

Boa noite. Durma com Deus. E não se preocupe — Ele não está preocupado.

 


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