Tuesday, January 13, 2026

Blessing in the Midst of Climate Hardship - In English and Portuguese

 

Blessing in the Midst of Climate Hardship

For Beloved Dwellings in a Thirsty Land



Well, here we are at the end of another day. Another day of unrelenting sun, of watching the earth turn to dust, of remembering what the color green used to look like.

So, a blessing for you, the beloved.

May you feel the absurd, stubborn love of the God who calls you Beloved Child even now—especially now—as your hair is full of sweat and your heart full of grit. Remember that in the desert, a voice once declared, “This is my Son, the Beloved, with whom I am well pleased.” It seems heaven bestows its fondest titles not in gardens of ease, but in landscapes of scarcity. How… charming.

And as the prophet’s old, hard words echo—“Those who honor me I will honor, but those who despise me will be disdained”—may you sense, in the eerie quiet of this thirsty world, a peculiar honoring. You, who are honoring the earth by conserving every drop, grieving every loss, fighting for every inch of creation—you are seen. Even if it feels like you’re honoring a God who has turned off the tap. The divine irony is not lost on us.

Finally, as promised to those who keep love’s word: “My Father will love them, and we will come to them and make our home with them.”
So tonight, may you feel that unlikely indwelling. Not as a cool stream, perhaps, but as a stubborn, subsurface resilience. A love that makes a home in you, even when the world outside feels utterly homeless.

Sleep well, you parched and precious one. You are, against all visible evidence, a dwelling place. May your dreams be of deep roots and coming rain, and may tomorrow find you still impossibly, defiantly, beloved.

Amen.

Uma bênção em meio às dificuldades climáticas

Para os amados que vivem em uma terra sedenta

 


Eis que chegamos ao fim de mais um dia. Mais um dia de sol implacável, de ver a terra se transformar em pó, de lembrar como era a cor verde.

Então, uma bênção para você, o amado.

Que você sinta o amor absurdo e teimoso do Deus que o chama de Filho Amado mesmo agora — especialmente agora — enquanto seu cabelo está cheio de suor e seu coração, cheio de areia. Lembre-se de que, no deserto, uma voz uma vez declarou: “Este é o meu Filho amado, em quem me agrado.” Parece que o céu concede seus títulos mais preciosos não em jardins de facilidade, mas em paisagens de escassez. Que… encantador.

E enquanto as palavras antigas e duras do profeta ecoam — “Porque honrarei aqueles que me honram, mas aqueles que me desprezam serão desprezados” — que você perceba, no silêncio arrepiante deste mundo sedento, uma honra peculiar. Você, que está honrando a terra ao conservar cada gota, chorando cada perda, lutando por cada palmo da criação — você é visto. Mesmo que pareça que você está honrando um Deus que fechou a torneira. A ironia divina não passa despercebida.

Finalmente, como prometido àqueles que guardam a palavra do amor: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra. Meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele morada.”
Portanto, nesta noite, que você sinta essa habitação improvável. Não como um riacho fresco, talvez, mas como uma resiliência teimosa e subterrânea. Um amor que faz morada em você, mesmo quando o mundo lá fora parece totalmente desabrigado.

Durma bem, ó você, ressequido e precioso. Você é, contra todas as evidências visíveis, uma morada. Que seus sonhos sejam de raízes profundas e da chuva que virá, e que o amanhã o encontre ainda impossível, desafiadoramente, amado.

Amém.

 


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