Blessing in the Midst of Climate Hardship
For Beloved Dwellings in a Thirsty Land
Well, here we are at the end of another day. Another day of
unrelenting sun, of watching the earth turn to dust, of remembering what the
color green used to look like.
So, a blessing for you, the beloved.
May you feel the absurd, stubborn love of the God who calls
you Beloved Child even now—especially now—as your hair is full
of sweat and your heart full of grit. Remember that in the desert, a voice once
declared, “This is my Son, the Beloved, with whom I am well pleased.” It
seems heaven bestows its fondest titles not in gardens of ease, but in
landscapes of scarcity. How… charming.
And as the prophet’s old, hard words echo—“Those who
honor me I will honor, but those who despise me will be disdained”—may you
sense, in the eerie quiet of this thirsty world, a peculiar honoring. You, who
are honoring the earth by conserving every drop, grieving every loss, fighting
for every inch of creation—you are seen. Even if it feels like you’re honoring
a God who has turned off the tap. The divine irony is not lost on us.
Finally, as promised to those who keep love’s word: “My
Father will love them, and we will come to them and make our home with them.”
So tonight, may you feel that unlikely indwelling. Not as a cool stream,
perhaps, but as a stubborn, subsurface resilience. A love that makes a home in
you, even when the world outside feels utterly homeless.
Sleep well, you parched and precious one. You are, against
all visible evidence, a dwelling place. May your dreams be of deep roots and
coming rain, and may tomorrow find you still impossibly, defiantly, beloved.
Amen.
Uma bênção em meio às dificuldades climáticas
Para os amados que vivem
em uma terra sedenta
Eis que
chegamos ao fim de mais um dia. Mais um dia de sol implacável, de ver a terra
se transformar em pó, de lembrar como era a cor verde.
Então, uma
bênção para você, o amado.
Que você
sinta o amor absurdo e teimoso do Deus que o chama de Filho Amado mesmo
agora — especialmente agora — enquanto seu cabelo está cheio de suor e seu
coração, cheio de areia. Lembre-se de que, no deserto, uma voz uma vez
declarou: “Este é o meu Filho amado, em quem me agrado.” Parece
que o céu concede seus títulos mais preciosos não em jardins de facilidade, mas
em paisagens de escassez. Que… encantador.
E enquanto
as palavras antigas e duras do profeta ecoam — “Porque honrarei aqueles
que me honram, mas aqueles que me desprezam serão desprezados” — que
você perceba, no silêncio arrepiante deste mundo sedento, uma honra peculiar.
Você, que está honrando a terra ao conservar cada gota, chorando cada perda,
lutando por cada palmo da criação — você é visto. Mesmo que pareça que você
está honrando um Deus que fechou a torneira. A ironia divina não passa
despercebida.
Finalmente,
como prometido àqueles que guardam a palavra do amor: “Se alguém me
ama, guardará a minha palavra. Meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele
morada.”
Portanto, nesta noite, que você sinta essa habitação improvável. Não como um
riacho fresco, talvez, mas como uma resiliência teimosa e subterrânea. Um amor
que faz morada em você, mesmo quando o mundo lá fora parece totalmente
desabrigado.
Durma bem,
ó você, ressequido e precioso. Você é, contra todas as evidências visíveis, uma
morada. Que seus sonhos sejam de raízes profundas e da chuva que virá, e que o
amanhã o encontre ainda impossível, desafiadoramente, amado.
Amém.
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