A Night Blessing for Ash Wednesday
Lord God,As this first evening of Lent draws in, we come before You with the dust of the day still clinging to our foreheads and the weight of Your Word in our hearts. We ask for a blessing, but even in our asking, we are aware of the gentle irony: we who are but dust dare to ask for Your steadfast love.
And so we pray with the Psalmist, “Let your
steadfast love come to me, O Lord, your salvation according to your promise.” (Psalm
119:41). Let it come, not because we deserve it, but because of Your faithful
promise. Let it come and cover the blindness of our pride, the dust of our
failings.
We recall the words spoken last Sunday from Your Gospel,
where the disciples were blind to the reality of Your coming suffering and
glory in Jerusalem (Luke 18:31-34). Their sight was clouded by their own
expectations. And yet, on the road, a blind beggar named Bartimaeus saw clearly
who You were, crying out for mercy and receiving his sight (Luke 18:35-43). He
saw what the crowd could not. He saw the King, the Healer, the Messiah.
Tonight, as we begin this Lenten journey, grant us true
sight. Open our eyes to see not what we want to see, but what You are
doing. Give us the vision to see our own need, even as we wear a smudge of ash.
Give us the clarity to see You in the faces of the overlooked and the outcast.
And we are reminded of another truth from Your Word, from
the Gospel of Luke, of the people who witnessed Your authority and were amazed,
asking, “What is this word? For with authority and power he commands
the unclean spirits, and they come out!” (Luke 4:36). Lord, we confess
the unclean spirits that blind us: the spirits of cynicism, of
self-righteousness, of fear. In this holy season, command them to leave. By
Your power and authority, cast out the blindness that keeps us from following You
fully on the road.
Grant us the sight of Bartimaeus, who, once healed, followed
You on the way. May we, with newly opened eyes, follow You this Lent—through
the dust, toward the cross, and beyond to the empty tomb.
As we rest tonight, let Your steadfast love be our pillow
and Your salvation our rest.
Amen.
Uma Bênção Noturna para a Quarta-Feira de Cinzas
Senhor Deus,
Ao cair da noite neste primeiro dia da Quaresma, nós nos apresentamos diante de Ti com o pó deste dia ainda grudado em nossas testas e o peso da Tua Palavra em nossos corações. Pedimos uma bênção, mas, em nosso próprio pedido, reconhecemos a doce ironia: nós, que somos pó, ousamos pedir pelo Teu amor constante.
E por isso
oramos com o Salmista: “Venha sobre mim a tua benignidade, ó Senhor, e
a tua salvação, segundo a tua promessa.” (Salmo 119:41). Venha sobre
nós, não porque a merecemos, mas por causa da Tua fiel promessa. Venha e cubra
a cegueira do nosso orgulho, o pó das nossas falhas.
Recordamos
as palavras ouvidas no domingo passado no Teu Evangelho, quando os discípulos
estavam cegos para a realidade do Teu sofrimento e glória vindouros em
Jerusalém (Lucas 18:31-34). A visão deles estava encoberta por suas próprias
expectativas. E, no entanto, no caminho, um mendigo cego chamado Bartimeu viu
claramente quem Tu eras, clamando por misericórdia e recebendo a visão (Lucas
18:35-43). Ele viu o que a multidão não podia ver. Ele viu o Rei, o Curador, o
Messias.
Nesta
noite, ao iniciarmos esta jornada quaresmal, concede-nos a verdadeira
visão. Abre os nossos olhos para vermos não o que queremos ver, mas o que
Tu estás fazendo. Dá-nos a clareza para enxergar a nossa própria necessidade,
mesmo enquanto trazemos uma mancha de cinzas. Dá-nos a lucidez para Te vermos
nos rostos dos esquecidos e dos marginalizados.
E somos
lembrados de outra verdade da Tua Palavra, no Evangelho de Lucas, sobre as
pessoas que testemunharam Tua autoridade e ficaram maravilhadas,
perguntando: “Que palavra é esta, pois com autoridade e poder ordena
aos espíritos imundos, e eles saem?” (Lucas 4:36). Senhor, confessamos
os espíritos imundos que nos cegam: os espíritos do cinismo, da autojustiça, do
medo. Nesta época santa, ordena que eles saiam. Pelo Teu poder e autoridade,
expulsa a cegueira que nos impede de Te seguir plenamente no caminho.
Concede-nos
a visão de Bartimeu, que, uma vez curado, seguiu-Te pelo caminho. Que nós, com
os olhos recém-abertos, Te sigamos nesta Quaresma — através do pó, em direção à
cruz, e para além dela, ao túmulo vazio.
Enquanto
descansamos esta noite, que o Teu amor constante seja o nosso travesseiro e a
Tua salvação, o nosso repouso.
Amém.
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