📜 A
Night Blessing: On Bittersweet Words and Friendship
For the one who dwells in between
May you find rest tonight, held in the tender tension of God's word—a truth
both sweet to the soul and weighty to the spirit. You are seen and known.
The ancient call to "love the stranger as
yourself" is more than a distant command. It is a deep remembering: you
were once the outsider, the weary traveler in need of welcome. To love
the ger—the one granted a home among the community—is to act from
this holy memory of your own past need and God's past provision.
But this word of welcome is bittersweet. It calls for a love
that is far from casual, one intertwined with responsibility, community, and a
shared life under God's standards. It is a love that is commanded and is,
therefore, not always easy.
For the one called "friend"
As you settle into the quiet, hear the quiet echo of a greater declaration:
"You are my friends if you do what I command you".
This is a friendship unlike any other, rooted not in
reciprocity but in the awe-filled reality of His choosing. He calls you friend,
yet He remains your Lord. The sweetness of this intimacy is sealed by the
ultimate sacrifice—"greater love has no one than this"—and is
sustained through joyful obedience. To be His friend is to abide in His love
and to let that love flow out to others.
For the one entrusted with the scroll
Remember the prophet, set on his feet by the Spirit. He was given a scroll
filled with "lamentation and mourning and woe," words of hard truth
for a rebellious people. Yet when he ate it, taking it into his very being, it
was in his mouth "as sweet as honey".
This is the mystery of God's bittersweet word. To those who
receive it—who truly ingest it—there is a profound sweetness in knowing the
heart of God, even when His message brings conviction or calls us to a
difficult task. The prophet was sent to speak "whether they hear or refuse
to hear". His faithfulness, not their response, was the requirement.
A closing prayer for the night
May the Spirit who set Ezekiel on his feet steady your heart tonight.
May the love that welcomed you as a stranger compel you to welcome others.
May the sweet fellowship of being Christ's friend give you courage for the
bitter tasks.
And as you close your eyes, may you know the deep, sustaining sweetness of
His Word, a scroll of truth that nourishes your soul for the path ahead.
Rest in this. The word is sometimes bitter, always true, and
ultimately sweeter than honey.
📜 Uma Bênção Noturna: Sobre Palavras Agridoces e Amizade
Para
quem habita no "entre"
Que você encontre descanso esta noite, sustentado pela terna tensão da Palavra
de Deus — uma verdade que é doce para a alma e, ao mesmo tempo, pesada para o
espírito. Você é visto e conhecido.
O antigo
chamado para "amar o estrangeiro como a si mesmo" é mais do que um
mandamento distante. É uma profunda lembrança: você também já foi o forasteiro,
o viajante cansado que precisou de acolhimento. Amar o ger —
aquele a quem se concedeu um lar no meio da comunidade — é agir a partir dessa
sagrada memória de sua própria necessidade passada e da provisão passada de
Deus.
Mas esta
palavra de boas-vindas é agridoce. Ela clama por um amor que está longe de ser
casual, um amor entrelaçado com responsabilidade, comunidade e uma vida
compartilhada sob os padrões de Deus. É um amor que é ordenado e que, portanto,
nem sempre é fácil.
Para
aquele que é chamado de "amigo"
Ao você se acomodar no silêncio, ouça o eco suave de uma declaração maior:
"Vocês são meus amigos, se fizerem o que eu lhes ordeno".
Esta é uma
amizade como nenhuma outra, enraizada não na reciprocidade, mas na realidade
cheia de reverência de Sua escolha. Ele o chama de amigo, mas permanece como
seu Senhor. A doçura desta intimidade é selada pelo sacrifício supremo —
"ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus
amigos" — e é sustentada pela obediência alegre. Ser Seu amigo é
permanecer em Seu amor e deixar que esse amor flua para os outros.
Para
aquele a quem foi confiado o rolo
Lembre-se do profeta, firmado em seus pés pelo Espírito. A ele foi dado um rolo
cheio de "lamentos, pranto e ais", palavras de dura verdade para um
povo rebelde. No entanto, quando ele o comeu, levando-o para dentro de seu
próprio ser, em sua boca era "doce como mel".
Este é o
mistério da palavra agridoce de Deus. Para aqueles que a recebem — que
verdadeiramente a ingerem — há uma doçura profunda em conhecer o coração de
Deus, mesmo quando Sua mensagem traz convicção ou nos chama para uma tarefa
difícil. O profeta foi enviado para falar, "quer ouçam quer deixem de
ouvir". Sua fidelidade, e não a resposta deles, era o requisito.
Uma
oração final para a noite
Que o Espírito que firmou Ezequiel sobre seus pés estabilize o seu coração
esta noite.
Que o amor que o acolheu como estrangeiro o impulsione a acolher os outros.
Que a doce comunhão de ser amigo de Cristo lhe dê coragem para as
tarefas amargas.
E, ao fechar os olhos, que você conheça a doçura profunda e sustentadora de Sua
Palavra, um rolo de verdade que nutre sua alma para o caminho à frente.
Descanse nisto. A palavra às vezes é amarga, sempre
verdadeira e, no fim, mais doce que o mel.
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