Night Blessing with Scripture and Ash Wednesday Theme
And now, as the day exhales its last weary breath, let us
consider this blessing of the night. It is not a blessing of loud jubilation,
for the heart is a crowded tenement and the noise of the day still echoes in
its hallways. It is a blessing for the tired, for those whose names are written
in a book they have never seen, for those who carry a brick in their soul.
We look to the psalmist, who cried out, “Praise our God, all
peoples, let the sound of his praise be heard; he has preserved our lives and
kept our feet from slipping.” A fine blessing, a good blessing. But tonight,
let us be honest. Our feet have slipped. Not on the mud of the street, but on
the polished floors of forgetting. We have forgotten the names of our own
sorrows. We have let them become unnamed, like the children of Israel in that
new Egypt, where a new king arose who did not know Joseph. He did not know the
story, and so the story became one of brick and mortar, of bitterness and hard
service.
So tonight, on the cusp of Ash Wednesday, we look toward
that other story, from the book of Exodus. The new king says, “Come, let us
deal shrewdly with them.” And the shrewdness, the deep and lasting cruelty, was
not just the lash, not just the mortar, but the erasure. The taskmasters were
made ruthless, but the true bitterness was that the people’s lives were made
bitter with hard service. The bitterness was the nameless, endless toil.
This is the bitterness we carry. It is the bitterness of a
slight from years ago that we cannot quite recall, yet it sits in our gut like
a stone. It is the bitterness of a word unspoken, a love unreturned, a promise
that crumbled to dust. It is the bitterness of a grief so old we have forgotten
its original face, yet it colors every morning gray. We carry it with us, these
unnamed bricks, and we build with them the walls of our own private Egypt.
And so, this blessing is a naming. It is a small, courageous
act of defiance against the new king who would have us forget.
We look now to the words of Paul to the Romans, a prayer for
a different kind of endurance. “May the God who gives endurance and
encouragement give you the same attitude of mind toward each other that Christ
Jesus had, so that with one mind and one voice you may glorify the God and
Father of our Lord Jesus Christ.”
This is the blessing for the night. Not that the bitterness
will vanish, but that the God of endurance—the God who saw the affliction of
Israel, who heard their cry—will give us the courage to name it. To look at the
brick in our hand and say, This is the brick of my father’s silence. To
look at the mortar and whisper, This is the mortar of my own fear. To
name the taskmaster that lives within us, the one who shouts, “Work faster!
Forget! There is no time for tears!”
To name it is to begin to see it. And to see it, in the
presence of a God who gives encouragement, is to begin to let it go.
So may you, this night, have the endurance to sit with your
unnamed bitterness. May you have the encouragement to give it a name, however
small, however trembling. May you find, in the God who preserves our lives, the
quiet space to let one brick fall from your weary hands.
And in that falling, may you find a moment of the same mind,
the same heart, that knows the end of the story is not Egypt, but a path
through the sea.
Sleep. Rest your burdened soul. The naming can wait for the
morning light, or for the ash on your brow tomorrow. Tonight, let the God of
endurance simply hold you, and the weight you carry. Amen.
Bênção da Noite com Escrituras e Tema da Quarta-feira de Cinzas
E agora,
enquanto o dia exala seu último e cansado suspiro, consideremos esta bênção da
noite. Não é uma bênção de jubilo ruidoso, pois o coração é um cortiço lotado e
o barulho do dia ainda ecoa em seus corredores. É uma bênção para os cansados,
para aqueles cujos nomes estão escritos num livro que nunca viram, para aqueles
que carregam um tijolo na alma.
Olhamos
para o salmista, que clamou: "Bendizei, ó povos, ao nosso Deus; e fazei
ouvir a voz do seu louvor. Ele preserva a nossa alma da morte, e não consente
que resvalem os nossos pés." Uma bela bênção, uma boa bênção. Mas esta
noite, sejamos honestos. Nossos pés resvalaram. Não na lama da rua, mas nos
assoalhos polidos do esquecimento. Esquecemos os nomes de nossas próprias
mágoas. Deixamos que elas se tornassem inominadas, como os filhos de Israel
naquele novo Egito, onde um novo rei se levantou que não conhecia José. Ele não
conhecia a história, e por isso a história se tornou uma de tijolo e cal, de
amargura e servidão dura.
Então esta
noite, na véspera da Quarta-feira de Cinzas, olhamos para aquela outra
história, do livro do Êxodo. O novo rei diz: "Eia, usemos de sabedoria
para com eles". E a sabedoria, a crueldade profunda e duradoura, não foi
apenas o açoite, não foi apenas a argamassa, mas o apagamento. Os feitores
foram impiedosos, mas a verdadeira amargura era que a vida do povo se tornara
amarga pela dura servidão. A amargura era o trabalho interminável e sem nome.
Esta é a
amargura que carregamos. É a amargura de uma desfeita de anos atrás que não
podemos recordar bem, mas que está entalada no estômago como uma pedra. É a
amargura de uma palavra não dita, um amor não correspondido, uma promessa que
virou pó. É a amargura de uma dor tão antiga que esquecemos seu rosto original,
mas que ainda assim tinge todas as manhãs de cinza. Nós a carregamos conosco,
esses tijolos sem nome, e construímos com eles as paredes do nosso Egito
particular.
E,
portanto, esta bênção é um ato de nomear. É um pequeno e corajoso ato de
desafio contra o novo rei que quer que esqueçamos.
Olhamos
agora para as palavras de Paulo aos Romanos, uma oração por um tipo diferente
de perseverança. "Ora, o Deus de paciência e consolação vos conceda o
mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Cristo Jesus. Para que
concordes, a uma boca, glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus
Cristo."
Esta é a
bênção para a noite. Não que a amargura vá desaparecer, mas que o Deus da
perseverança — o Deus que viu a aflição de Israel, que ouviu seu clamor — nos
dará a coragem de nomeá-la. De olhar para o tijolo em nossa mão e dizer: Este
é o tijolo do silêncio de meu pai. De olhar para a argamassa e
sussurrar: Esta é a argamassa do meu próprio medo. De nomear o
feitor que vive dentro de nós, aquele que grita: "Trabalhe mais depressa!
Esqueça! Não há tempo para lágrimas!"
Nomear é
começar a ver. E ver, na presença de um Deus que dá consolação, é começar a
deixar ir.
Assim, que
você tenha, esta noite, a perseverança para sentar-se com sua amargura
inominada. Que você tenha a consolação para dar a ela um nome, por menor que
seja, por mais trêmulo que seja. Que você encontre, no Deus que preserva nossas
vidas, o espaço silencioso para deixar cair um tijolo de suas mãos cansadas.
E nessa
queda, que você encontre um momento do mesmo sentimento, do mesmo coração, que
sabe que o fim da história não é o Egito, mas um caminho através do mar.
Durma.
Descanse sua alma sobrecarregada. A nomeação pode esperar pela luz da manhã, ou
pela cinza em sua testa amanhã. Esta noite, deixe simplesmente que o Deus da
perseverança te segure, a você e ao peso que carrega. Amém.
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